` Descartando o descarte: uma rápida conversa sobre desperdício | Give me Flour

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Está com a geladeira cheia de sobras do último feriado? Pois é, eu também! E olha que desde que assisti esse video, há alguns dias atrás, essa história de desperdício de alimentos não sai da minha cabeça.

Eu sei, o video é sobre uma terra distante chamada Austrália, não tem nada a ver com a gente certo? Na verdade tem, e muito.

Eu cresci escutando minha mãe dizer a mesma coisa que todas as mães sempre falam: Você tem que comer! É pecado desperdiçar comida, você tem alguma idéia de quantas pessoas dariam tudo para ter uma prato de comida como esse? Não desperdice, menina!

Restos no prato não são o caso aqui, já fomos oprimidos o suficiente por nossas mães e aprendemos ou deveríamos ter aprendido a não ter o olho maior que o estômago.

Mas o problema do desperdício continua bem perto da gente, assombrando o lixo da cozinha, presente na comida que fizemos e não gostamos, no ingrediente que passou da validade, no tempero que compramos para um prato especial e acabou esquecido no fundo do armário.

De acordo com Jonathan Bloon, blogueiro e autor do livro American Wasteland: How America Throws Away Nearly Half of Its Food (and What We Can Do About It), os americanos desperdiçam quase 90 kilos de comida por ano. Mas isso não é um “luxo” exclusivo dos Estados Unidos, não. O Brasil joga fora aproximadamente 30% de toda a comida produzida para consumo.

Sei que esses são números bastante assutadores. Incluem um sistema muito maior que vai desde o plantio, a colheita, logística, armazenamento, etc. Mas nossa atitude enquanto consumidores afeta diretamente o jeito com que produtores e supermercados expõem, vendem ou descartam sua mercadoria. É uma verdadeira bola de neve e nós temos uma grande influência em tudo isso, especialmente agora, numa época em que abraçar a arte gastronômica está na moda e o interesse pelo mundo da comida não para de crescer.

Nós não temos que comprar os mais frescos vegetais da banca só porque um chef/personalidade falou que tinha que ser assim. O prato que você vai preparar é que deve determinar a qualidade do ingrediente que você precisa. Qual o problema com um cogumelo que não está tão firme se ele vai acabar virando um creme? E porque a gente deve descartar a parte verde de um alho poró só porque determinado livro te ensina a fazer isso?

Pense antes de comprar, faça perguntas para suas receitas, não tenha medo, isso também é parte do aprender a cozinhar. Acredito que o consumo consciente é a chave para se evitar o desperdício e pode contribuir e muito para a queda de índices tão altos.

Comece planejando sua refeição, pense no tamanho da porção. Essa receita, por exemplo, pode alimentar muito bem uma família de quatro como a minha, dois adultos, duas crianças e nenhuma sobra. Mas sinta-se livre para medir o tamanho da sua fome, conscientemente, claro!

Comece preparando o frango: compre um peito inteiro de frango sem osso mas que ainda contenha o filézinho. Você precisa obter uma peça inteira de carne que seja fácil de rechear. Usando uma faca afiada e começando pelo centro, passe a faca para abrir os filés e cuidando para não desconectá-los. Tempere e reserve. E se preferir, você pode adiantar esses passos na noite anterior.

Prepare o cuscuz: ferva o caldo de frango com o caldo de laranja e despeje sobre o cuscuz. Abafe, espere cinco minutes e solte-o com um garfo.

Fatie os cogumelos e o alho poró. Eu adoro alho poró e sempre uso a parte verde que é um pouco forte. Se você não gosta não precisa usar, só não jogue fora porque essas folhas dão um toque super especial a sopas e caldos.

Aqueça o azeite em uma frigideira grande e salteie o alho poró e os cogumelos rapidamente.

Junte o cuscuz, tempere com sal e pimenta e acrescente as raspas de laranja. Reserve.

Pré aqueca o forno a 180°C. Abra o peito de frango com a pele para baixo, recheie com aproximadamente 4 colheres de cuscuz, enrole e amarre com um barbante.

Pincele o frango com mais azeite e asse por 15 minutos. Aumente a temperatura do forno para 210°C e continue assando até que a pele esteja dourada e a carne completamente cozida. Para os mais sistemáticos até que a temperatura interna atinja 74°C.

Deixe descansar de 5 a 10 minutos, fatie e sirva com o resto do cuscuz. Aposto que você não vai deixar nem um pedacinho para trás!

4 Responses to “Descartando o descarte: uma rápida conversa sobre desperdício”

  1. ryanne

    P E R F E I T O.

  2. amanda

    Pois eh Ry, as vezes a gente precisa questionar um pouco ne? Bjs!!

  3. nadia

    Receita testada e aprovada!!! obrigada Amanda

  4. amanda

    Obrigada vc Nadia!!!

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