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É tempo de milho!!

June 3rd, 2011

Finalmente um ingrediente em comum!! É a vez do milho minha gente!!! E ele começa, de norte a sul, a invadir as nossas mesas.

Acredite ou não, aqui também é temporada de milho. E apesar dele fazer parte da refeição dos americanos o ano inteiro, é agora, no verão, que ele mostra sua força. Milho verde grelhado é “arroz de festa” em qualquer churrasco ao ar livre.

O único problema é que esse ano o mau tempo não tem dado trégua e qualquer coisa que involva “ao ar livre” tem estado fora de cogitação. Pelo menos o preço do milho está abaixando e para meu consolo existem milhares de outras receitinhas e opções com milho pra se pensar não é?

Eu já vou logo pensando nas minhas raízes, nos curais, pamonhas, canjicas e nos rituais por trás de cada um.

Para mim muitas vezes esses rituais envolviam até roubo de milho.  Costumava passar as férias de julho na casa da minha avó paterna, em Cachoeira de Minas. E vez ou outra uma de minhas tias nos acordava bem cedo para caminhar pelas estradas de terra. A caminhada? Pura desculpa pra passar pelas plantações de milho e encher nossas sacolas.

Só não consigo me lembrar das receitas, claro que roubar o principal ingrediente era muito mais excitante e foi o que eu guardei na memória.

Mas enfim, tudo isso para exemplificar o quanto o milho esteve presente na minha vida e como ele é importante na nossa mesa.  E quando falamos de Festa Junina então? As comemorações podem variar de um lugar para o outro mas não existe festa junina sem fogos de artifício, fogueiras, curau, canjica, pamonha ou qualquer outra coisa que envolva, em algum ponto, o milho.

E para ser justa e celebrar mais uma vez aqui o encontro de duas culturas, escolhi duas receitinhas super especiais, hush puppies e curau.

Provei hush puppies pela primeira vez no Mississippi, durante uma viagem para o sul. Nós pedimos catfish e eles faziam parte de um conjunto de acompanhamentos. E eles foram, com certeza, o item mais marcante do cardápio para mim.

Perguntei para a garçonete o nome daquelas bolinhas douradas e ela permaneceu quieta por um tempo, como se estivesse pensando: “Como pode? Ela não sabe o que são hush puppies? Com esse sotaque eu entendo que ela não seja daqui mas não saber o que são hush puppies, isso já é demais pra mim”. Ela acabou me explicando, eu quase não entendi e os esqueci por um tempo até ler sobre a receita na edição de julho de 2010 da revista Living.

Um artigo inteiro sobre receitas clássicas com milho me fizeram entender a reação da garçonete naquele dia! Hussh puppies são um clássico Americano!!

Testei a receita imediatamente e a mantive no meu arquivo desde então.

Misture a milharina, farinha, fermento em pó, bicarbonato de sódio, sal e pimenta. Em outra vasilha misture o ovo, coalhada e cebola. Junte os líquidos aos ingredientes secos e misture. A massa deve ficar com uma consistência grossa (como bolinho de chuva).

Aqueça o óleo em uma panela grossa. Trabalhando aos poucos, despeje uma colherada de massa cada vez no óleo quente. Frite virando algumas vezes até os bolinhos estarem dourados, de 4 a 5 minutos. Transfira-os para um prato forrado com papel toalha. Sirva quente.

Já o curau….bem, curau dispensa apresentações. Esta receita foi adaptada do livro Quitandas de Minas: receitas de família e histórias, um livro lindo com coleções dos velhos cadernos de receitas, selecionadas e organizadas por Rosaly Senra.

Tive que fazer uma pequena mudança e adicionar amido por causa do tipo de milho usado aqui, mas ele pode ser deixado de lado se você estiver usando um milho recém colhido e de boa qualidade.

Corte as espigas e bata no liquidificador com o leite. Coe a mistura usando uma peneira fina. Misture o açúcar, amido, sal e canela. Leve ao fogo médio e cozinhe por aproximadamente 15 minutos mexendo sempre. Divida o curau entre quatro ramekins e polvilhe com mais canela.  Pode ser servido quente ou frio, de acordo com sua preferência.

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